As janelas fechadas protegem-me
Mantêm distantes os olhares acusadores
Sempre prontos a apontarem o meu fracasso
Negando-me a honra dos vencedores
Mantêm distantes os olhares acusadores
Sempre prontos a apontarem o meu fracasso
Negando-me a honra dos vencedores
Uma janela aberta incentiva
A esticar as asas e voar bem alto
Tocar nas nuvens do céu e na água do mar
Todo o universo à distância de um salto!
Janelas fechadas fazendo-me cativo
Um prisioneiro num mundo sombrio
Cada raio de esperança silenciosamente desvanece
Na solidão deste quarto frio!
Pela janela entra o sol, o amanhecer
As imagens de uma cidade nervosa
Desde o caminhar apressado do vendedor
Ao brincar da miudagem ociosa!
Vejo da janela uma alegria constante
Pessoas num movimento sem fim!
Anseio caminhar por entre elas
Sentir o aroma das flores de um jardim!
Janelas escondendo mundos pessoais
Sendo prisões ou apenas meros portais
Chamando para a rua os audazes
Aprisionando todos os demais!

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