O Destino é um cruel anfitrião!
Nos momentos mais terríveis abre-nos as portas da felicidade, mostra-nos tudo quanto pode ser nosso!
Porém, com igual facilidade nos fecha todas as portas, nos barra todas as janelas e nos indica o caminho da amargura!
E percorro eu esse caminho neste momento!
Foi-me permitida a entrada no Olímpio, foi-me dado a provar o ambâr sagrado, senti a minha felicidade espelhada nos seus olhos (nos TEUS olhos se algum dia o teu caminho te conduzir a estas palavras!)
E enquanto caminhavas em direcção ao outro lado da ponte, eu fiquei imóvel sabendo partirem contigo todos os meus sonhos!
E mal cruzaste a ponte, cada pedra desfez-se, ruiram todos os pilares e assim desvanesceu-se toda a minha esperança de voltares!
E assim surge o Destino, preto, obscuro e sem uma réstia de esperança em sentir o calor dos teus olhos!
Onde nenhum sangue parece correr nas minhas veias, onde o vermelho da vida e o azul da serenidade se conjugam num branco onde apenas repousam folhas caídas, esperando a erosão do Tempo!
Nesse branco etéreo e estéril acabei por sucumbir à realidade incontornável: jamais seria eu o teu canto, jamais poderia eu almejar adormecer no teu olhar cada noite, aspirando a acordar com os raios de sol do teu sozinho a cada manhã!
E o azul claro do céu de verão deu lugar um firmamento negro, sem estrelas, sem luar! Apenas a escuridão... a ausência de uma luz!
A ausência da tua luz!
Estão são as cores do meu arco íris!
Um arco íris onde no fim não se encontra um pote de ouro mas algo mais valioso...
Ou pelo menos seriam esses os meus anseios!