Nunca tiveram a estranha sensação de serem enganados pelo Destino?
De uma estranha força guiar os nossos passos, discretamente, até um ponto tão perto do nirvana para depois colocar diante de nós uma barreira invísivel e inultrapassável?
A ironia de depois de uma longa travessia do deserto, encontramos a pessoa perfeita, ao lado de quem sorrimos sem razão, ao lado da qual a chuva não passa de um simples intervalo numa tarde de sol, para depois percebemos a impossibilidade de a termos!
Basta a sua voz para nos tirar da mais profunda melancolia, basta o seu olhar encontar o nosso e nem mesmo o mais sombrio futuro nos atemoriza!
E neste momento singular, no momento de olhar para o futuro com toda a esperança, surge o pequeno senão, a pequena areia na engrenagem, provocando o descarrilar dos sonhos!
E surge então a dúvida, o receio, a insegurança quanto ao momento seguinte: "Ir à luta ou não ir? Arriscar dar um salto sem saber para onde ou recear?"
E aí se separa quem vive de quem existe!
Quem existe, refugia-se no seguro, na comodidade das suas fronteiras, nas suas certezas inabaláveis... Mais vale não sofrer dizem eles!
Mas quem vive... olha a vida de frente! Encara cada momento como mais uma razão para prosseguir! Afinal uma pedra no caminho tanto pode ser um obstáculo insuperável, ou então um óptimo miradouro para ver mais longe!
E tu... vives ou apenas existes?