Monday, November 27, 2006

É preciso ser Nobel (ou será Novelle?)


«Espero que se explique às crianças como se chega a primeiro-ministro sendo um imbecil»


Esta é uma das afirmações citadas pelo: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=744988&div_id=300 ,
ditas pelo nosso, embora a viver há já alguns (muitos) anos em Espanha, laureado da Literatura sobre o Pedro Miguel e a sua inacreditável subida a Primeiro Ministro de um país dito desenvolvido!


Antes de tudo, teremos de louvar a coragem de alguém falar nestes termos!
Mas também estando do outro lado da fronteira torna-se fácil emitir doutas opiniões sobre o país natal, principalmente tendo abandonado o mesmo há muito, muito tempo atrás!

Surgem, como não poderia deixar de ser, as esporádicas visitas ao país natal para ser alvo de uma ou outra manifestação de apreço e/ou louvor, rodeado das pessoas da socialite ou então dos habituais emplastros!


(Diz o povo em alguns lugares: "Quem está de fora, racha lenha!" Felizmente o povo nunca recebeu um Novelle ou sequer escreveu livros incompreensíveis como tal não a sua opinião de nada vale!

Ainda se fosse através de uma votação sms ou através das chamadas de valor acrescentado aí sim, a opinião da massa popular passaria a ser a opinião "dos Portugueses!")


Leaving...


Deixar parte de nós num lugar é perder um pouco da nossa Alma!

Friday, November 17, 2006

A arte da Palavra...


Certas pessoas são mestres na arte do elogio, capazes de transformar simples palavras num conjunto transbordante de exaltação das capacidades e conquistas dos outros!

Ontem presenciei talvez uma das formas mais estranhas de elogiar alguém:

“Cantas tão bem que até me saltou um pedaço de cera do ouvido!”
Assim textualmente…
Imagino a sensação provocada no elogiado com tais palavras!!!
O dom da palavra é algo de raro…
Camões, Pessoa, Andrade...
Nomes maiores da nossa Língua mas sem nunca terem criado algo de tão sublime para a posteridade!!!

Tuesday, November 07, 2006

Olhar-te-ei...


Cada nova manhã parece ser apenas mais um prenúncio de uma lenta passagem dos segundos, caindo vagarosamente na ampulheta do tempo!
A cada segundo acrescenta-se mais um lamento, um impropério a ninguém dirigido mas reclamando de um ser superior, senhor do destino e razão única e suprema para a entediante caminhada anunciada pelo despertar indidferente do Sol!
E se por um dia, o nascer do sol fosse apenas e só um novo começo!
Um dia ainda não escrito, uma caminhada nunca realizada, um livro jamais lido!
Um simples presente...